
A Dislexia é uma alteração neurobiológica que interfere na forma como o cérebro codifica, representa e faz o processamento das informações linguísticas. Afeta sobremaneira o processamento neurolinguístico, neuropsicológico e o domínio do processamento fonológico, causando falhas significativas na condução da aprendizagem da leitura e da escrita e em sua utilização social.
Como em qualquer transtorno ou dificuldade de aprendizagem, algumas características devem ser observadas e têm caráter extremamente importante:
- Histórico familiar – componentes hereditários (prevalência da dificuldade ou transtorno na família)
- Histórico desenvolvimental – aspectos clínicos e sociais que possam intervir ou explicar a dificuldade ou transtorno
- Histórico escolar – como se deu a inserção no ambiente escolar? qual a relação do indivíduo e do grupo familiar em relação ao ambiente e a aprendizagem?
Principais aspectos percebidos em disléxicos
Os aspectos a seguir devem ser observados em conjunto, não permitindo o diagnóstico a partir de um aspecto isolado.
- Fala tardia em relação a maioria das crianças;
- Maior dificuldade em pronunciar as palavras;
- Menor repertório de novas palavras no vocabulário;
- Falta de interesse no ambiente escolar;
- Atraso na aquisição e automação das competências de leitura e escrita, como: dificuldade em aprender o alfabeto, números, dias da semana, cores, formas, como soletrar e como escrever seu nome;
- Dificuldades acentuadas na consciência e no processamento fonológico, como: tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas, dificuldade em separar sons em palavras e misturar sons para formar palavras;
- Atraso no desenvolvimento de habilidades motoras finas, como: aprender a segurar o lápis na posição de escrita, utilizar botões e zíperes ou amarrar cadarços;
- Leitura silabada e decifrada (tentam adivinhar o está escrito);
- Trocas, adições e omissões de letras, fonemas e palavras e confusão entre letras de grafia similar;
- Dificuldade em organizar e expressar pensamentos e ideias, tanto de forma oral quanto escrita, com muitas pausas ou hesitações ao falar;
- Escrita deficitária, com letras rasuradas, disformes e irregulares;
- Dificuldade em cumprir os prazos comuns aos pares na escola, com trabalhos incompletos, demonstrando necessidade de ajuda constante;
- Procrastinação e inaptidão social decorrente da auto-estima baixa.
Tais aspectos, são indicadores de alerta para uma possibilidade de avaliação para Dislexia. Não sendo necessário que coexistam todos ao mesmo tempo.
É fundamental para que não haja uma perda considerável no processo ensino-aprendizagem, o olhar sensível de pais e professores quanto ao desenvolvimento das crianças!
